Se quiseres, você
Deseje-me uma flor rabiscada com seu amor
Um verso molhado escrito com seu pecado
Poema viril em jardim de fogo
Hoje vou brincar de ser poeta
Confio-te a todo fio de qualquer pavio
Sou o caos do poema literário dos poetas mortos
Sou músico tecido aos ouvidos de surdo
Quisera ver o mundo com fitadas de poeta
Poder beijar o rosto do Cristo Redentor
Poder se embebedar e fazer amor com o mar
Poder botar fogo em Roma pela segunda vez
Vi uma plantação de trigo sem trigo
Um jardim com lindas folhas mortas
Um soldado covarde com medo de morte
Sou poeta em minha mais bela poesia
Afianço-lhes, isso é poema de amor
Como samba de uma nota só
Quase partido alto democrático
Regido por nazistas e judeus
E para terminar.
Deus compôs o amor do poeta
Sou sua mais bela orquestra
Sou o pano de fundo desta loucura absurda (por você)
quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011
terça-feira, 15 de fevereiro de 2011
Paro. Respiro. Raro (dé)
Convidou-me estrela
Nem estamos tão longe assim
O inventor do céu é mesmo do mar
É como amor que está em qualquer lugar
Farei agora meu poema diário
Sou poeta iletrado
Sou cantor desafinado
Quando paro. Respiro. Raro
Trago um cigarro só
Vejo barcos e ventos soltos
Escrevo profecias e versos
Ouso gostar dos jardins sem flores do Iraque
Sou enviado legitimo de Deus
Meus versos: auto-avaliados pelo músculo pulsante
Meus poemas: sei que fui poeta em vidas passadas
Minhas músicas: Estou à passagem do som
Por hoje
Paro. Respiro. Raro
Dé
Nem estamos tão longe assim
O inventor do céu é mesmo do mar
É como amor que está em qualquer lugar
Farei agora meu poema diário
Sou poeta iletrado
Sou cantor desafinado
Quando paro. Respiro. Raro
Trago um cigarro só
Vejo barcos e ventos soltos
Escrevo profecias e versos
Ouso gostar dos jardins sem flores do Iraque
Sou enviado legitimo de Deus
Meus versos: auto-avaliados pelo músculo pulsante
Meus poemas: sei que fui poeta em vidas passadas
Minhas músicas: Estou à passagem do som
Por hoje
Paro. Respiro. Raro
Dé
sábado, 12 de fevereiro de 2011
Pobre Miserável Burguês! Rha (Dé Thená)
Escrevo-vos esta canção
Do Complexo do Alemão
Quando avistei o mundo de cima
Agora sou um pobre burguês
Ao invés de subir o morro
O desço para buscar droga
Meus filhos comem Big Mac também
Eu sou um pobre burguês
Meu curto quarto
Tem vista panorâmica para o mar
Em vista daqui, a Vila Rio de Janeiro
É princesinha do meu terreiro
Eu sou um pobre burguês
A burguesia que me sustenta
Eu sou um pobre burguês
O sustento que vem da burguesia
Complexo do Alemão
Cheiro de suor Africano
Os políticos daqui não usam ternos
Gravata só tem em defunto ou cachorro
Nosso plano de habitação
É reconhecido firma na viela
Vielas magrelas de mini-saia
Espionando-me por buracos de berros
Políticos aqui
Somente com horário marcado e por telefone
Pra negociata de bagatelas
Contratos ou uma quebra de acordo qualquer
Eu sou um pobre burguês
Eu sou um pobre burguês
Sou tão pobre, mas tão pobre
Estou certo que sou um miserável burguês.
Do Complexo do Alemão
Quando avistei o mundo de cima
Agora sou um pobre burguês
Ao invés de subir o morro
O desço para buscar droga
Meus filhos comem Big Mac também
Eu sou um pobre burguês
Meu curto quarto
Tem vista panorâmica para o mar
Em vista daqui, a Vila Rio de Janeiro
É princesinha do meu terreiro
Eu sou um pobre burguês
A burguesia que me sustenta
Eu sou um pobre burguês
O sustento que vem da burguesia
Complexo do Alemão
Cheiro de suor Africano
Os políticos daqui não usam ternos
Gravata só tem em defunto ou cachorro
Nosso plano de habitação
É reconhecido firma na viela
Vielas magrelas de mini-saia
Espionando-me por buracos de berros
Políticos aqui
Somente com horário marcado e por telefone
Pra negociata de bagatelas
Contratos ou uma quebra de acordo qualquer
Eu sou um pobre burguês
Eu sou um pobre burguês
Sou tão pobre, mas tão pobre
Estou certo que sou um miserável burguês.
sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011
Índio. (Dé)
Hoje falarei dos índios
Mas mataram nossos índios
Quem lhe garante que o índio de hoje
É aquele mesmo índio que morreu lá trás
Agora se imagine índio uma vez
Éramos felizes aqui
Tínhamos arado bom e fumo de cachimbo
Tínhamos pajés e até protetor
Agora se imagine humano
Acabou de voltar pra sua realidade burra
Acabou de negar índio como humano
Dei-lhe a chance de um índio ser
Em minhas veias calejadas
Corre sangue de índio guerreiro
Índio: O povo pré-brasileiro
Índio: Escorraçado por sangue velho de lá
Portanto chame-me de índio
Eu não VINDE além mar
Parte de mim é pré-brasileiro
Outra parte de mim é índio estrangeiro
Descobrimento do Brasil NÃO
Foi Deus que concebeu por livre amor
Dois simples versos espaçados por um compasso
Afirmo-te que este solo de guitarra é de ordem indígena
Já que comecei.
Posso terminar.
Tenho uma índia tatuada em mim
Falo tupi guarani tão bem quanto ensinaram-me
Por favor. Qual mesmo o dia do índio?
Viva o índio blablasileiro.
Mas mataram nossos índios
Quem lhe garante que o índio de hoje
É aquele mesmo índio que morreu lá trás
Agora se imagine índio uma vez
Éramos felizes aqui
Tínhamos arado bom e fumo de cachimbo
Tínhamos pajés e até protetor
Agora se imagine humano
Acabou de voltar pra sua realidade burra
Acabou de negar índio como humano
Dei-lhe a chance de um índio ser
Em minhas veias calejadas
Corre sangue de índio guerreiro
Índio: O povo pré-brasileiro
Índio: Escorraçado por sangue velho de lá
Portanto chame-me de índio
Eu não VINDE além mar
Parte de mim é pré-brasileiro
Outra parte de mim é índio estrangeiro
Descobrimento do Brasil NÃO
Foi Deus que concebeu por livre amor
Dois simples versos espaçados por um compasso
Afirmo-te que este solo de guitarra é de ordem indígena
Já que comecei.
Posso terminar.
Tenho uma índia tatuada em mim
Falo tupi guarani tão bem quanto ensinaram-me
Por favor. Qual mesmo o dia do índio?
Viva o índio blablasileiro.
quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011
Beato poeta de amor qualquer. (Dé)
Tocou ré menor no violão pela primeira vez
Primeira vez naquela primavera talvez
Secando o tempo com vento bem assoprado
Fugindo de vampiros de castelos mal assombrados
Quero andar por ruas suas e caminhos cegos
Quero me perder todo em você o tempo inteiro
Troco a noite pelo dia madrugada clara ou escura
Minha corrente sanguínea quer drogar-se de amor
E a droga que te cura é a que quase te mata
Encoraja ou amedronta um coração qualquer
Qualquer ficção ou depoimento que externe extremo
Não sou espelho português nem porta retrato grego
Faço amor como um beato qualquer
Te desejo como um poeta a procura de Deus
Amém.
Primeira vez naquela primavera talvez
Secando o tempo com vento bem assoprado
Fugindo de vampiros de castelos mal assombrados
Quero andar por ruas suas e caminhos cegos
Quero me perder todo em você o tempo inteiro
Troco a noite pelo dia madrugada clara ou escura
Minha corrente sanguínea quer drogar-se de amor
E a droga que te cura é a que quase te mata
Encoraja ou amedronta um coração qualquer
Qualquer ficção ou depoimento que externe extremo
Não sou espelho português nem porta retrato grego
Faço amor como um beato qualquer
Te desejo como um poeta a procura de Deus
Amém.
domingo, 6 de fevereiro de 2011
Guiné Bissau. (Dé Thená)
Conheci capim de merda
Em Guiné Bissau de santo nenhum
O sol tem cor de terra escura
Lábios ressecados de amor
É de partir qualquer coração
Enfermos servidos de mim
Sou todo veneno que há na terra
Nos jardins e até em sonhos metidos
Na umbigada me criei
Tomei das ferrugens das plantas
Tanta água de beber
Nos rios a cólera dos de dor
Guiné Bissau
É meu pano de fundo
Faço mar
De papel crepom
Fui convidado por uma estrela
Ver o mundo de lá
Lá tem chuva de mar
Tem lençóis sujos de amor
Adeus Guiné Bissau
Lá onde nasceu a flor
Inseminadas pelos oceanos
Azuis a cor dos olhos de Deus
Dé Thená
Em Guiné Bissau de santo nenhum
O sol tem cor de terra escura
Lábios ressecados de amor
É de partir qualquer coração
Enfermos servidos de mim
Sou todo veneno que há na terra
Nos jardins e até em sonhos metidos
Na umbigada me criei
Tomei das ferrugens das plantas
Tanta água de beber
Nos rios a cólera dos de dor
Guiné Bissau
É meu pano de fundo
Faço mar
De papel crepom
Fui convidado por uma estrela
Ver o mundo de lá
Lá tem chuva de mar
Tem lençóis sujos de amor
Adeus Guiné Bissau
Lá onde nasceu a flor
Inseminadas pelos oceanos
Azuis a cor dos olhos de Deus
Dé Thená
Sou só um poeta perdido de amor. (Dé Thená)
Tive a sensação de te perder por mil cruzeiros
Saí pra ver o sol se por atrás do horizonte imperfeito
Sou só um poeta perdido de amor por seus castelos
Estou ancorado num jardim de flores angustiosas
Dona de coração tingido inatingível
Deixa-te levar por um poema mal escrito meu
Estou tão perdido em meu alucinógeno caminho
Ontem assisti a um filme que tecia amor de África
Deixe-me fumar meu último cigarro
Meus versos são compreensíveis nas entrelinhas
Tenho toda sensibilidade de um médium hebreu
Sobrepondo àquele telhado de cera de mãos de Deus
Valha-me também
Tenho todo pólen das flores de Outono
Habitei nos jardins suspensos
Regidos por poetas mortos de amor
Guardo na gaveta uma cerâmica trincada
Fiz trincheira no dia que partiu sem volta
Levou consigo meu rumo e senso de juízo
Restar-me-á todo resto que cá está
São Jorge enteado de Aparecida
Interceda por mim por amor
Sou reencarnação e filho de Deus
Sou só um poeta perdido de amor
Dé Thená
Saí pra ver o sol se por atrás do horizonte imperfeito
Sou só um poeta perdido de amor por seus castelos
Estou ancorado num jardim de flores angustiosas
Dona de coração tingido inatingível
Deixa-te levar por um poema mal escrito meu
Estou tão perdido em meu alucinógeno caminho
Ontem assisti a um filme que tecia amor de África
Deixe-me fumar meu último cigarro
Meus versos são compreensíveis nas entrelinhas
Tenho toda sensibilidade de um médium hebreu
Sobrepondo àquele telhado de cera de mãos de Deus
Valha-me também
Tenho todo pólen das flores de Outono
Habitei nos jardins suspensos
Regidos por poetas mortos de amor
Guardo na gaveta uma cerâmica trincada
Fiz trincheira no dia que partiu sem volta
Levou consigo meu rumo e senso de juízo
Restar-me-á todo resto que cá está
São Jorge enteado de Aparecida
Interceda por mim por amor
Sou reencarnação e filho de Deus
Sou só um poeta perdido de amor
Dé Thená
sábado, 5 de fevereiro de 2011
Perdoe-me SENHOR!
Confesso-lhe em segredo
História do primogênito de Deus
Digo-vos amigos meus
Eras poeta, cantor e Deus
Sonhei com estradas verdes
Plantei um céu no jardim de inverno
Água do corpo é mina de lágrima castigada
Guardo tantos gritos sofridos dentro de mim
Estou a procurar refrãos em minha vida
Deus! Olhas por mim, por favor,
Pendurei a foto que herdei de vovó
No corredor do lar sagrado Senhor
Corri pra janela, o Senhor lá estava
Deus! Sinto-te aqui comigo na terra
Esse ventre que acolhe e alimenta amor
Hoje tenho duas estrelas pra te confiar
Senhor! Sinto o vento da chuva em mim
Vejo o mundo deitado daqui
Olho por ti, busco-te em direção aos céus
Senhor. Estou junto a ti e no caminho certo
Senhor! Perdoe meus erros e angustias
Perdoe meu português herdado de além-mar
Senhor! Dá-me sempre noção da escrita e da voz
Perdoe-me, por favor. Faça-me propagar Senhor!
Amém.
História do primogênito de Deus
Digo-vos amigos meus
Eras poeta, cantor e Deus
Sonhei com estradas verdes
Plantei um céu no jardim de inverno
Água do corpo é mina de lágrima castigada
Guardo tantos gritos sofridos dentro de mim
Estou a procurar refrãos em minha vida
Deus! Olhas por mim, por favor,
Pendurei a foto que herdei de vovó
No corredor do lar sagrado Senhor
Corri pra janela, o Senhor lá estava
Deus! Sinto-te aqui comigo na terra
Esse ventre que acolhe e alimenta amor
Hoje tenho duas estrelas pra te confiar
Senhor! Sinto o vento da chuva em mim
Vejo o mundo deitado daqui
Olho por ti, busco-te em direção aos céus
Senhor. Estou junto a ti e no caminho certo
Senhor! Perdoe meus erros e angustias
Perdoe meu português herdado de além-mar
Senhor! Dá-me sempre noção da escrita e da voz
Perdoe-me, por favor. Faça-me propagar Senhor!
Amém.
sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011
Hoje falei de mim. Por Dé Thená
Pare tudo por um momento
Ouça as batidas rústicas do seu coração
O que carregas além do divino espírito santo
Prove do teu gosto amargo também
E se me vê aos avessos
Hoje é domingo e quero um beijo teu
Onde você estará pequeno beija-flor
Aqui, além lá ou qualquer lugar
Agora pare um segundo ao meu lado
Deixe descansar-me em você
Posso olhar pro seu coração
Sei que assim sente o perfume dos meus cabelos
Pequenininha dos chinelos invertidos
Sei que está me fitar com olhos bravos
Estes mesmos olhos que olham-me com tanto amor
Venceu a grande guerra do dia
Hora de parar por aqui (ou ali)
Então celebremos as sextas-feiras
Uma flor plantada no jardim de Deus
Te trago tão perto de mim (hoje sou eu)
André Henrique Ribeiro Augusto Eu
Ouça as batidas rústicas do seu coração
O que carregas além do divino espírito santo
Prove do teu gosto amargo também
E se me vê aos avessos
Hoje é domingo e quero um beijo teu
Onde você estará pequeno beija-flor
Aqui, além lá ou qualquer lugar
Agora pare um segundo ao meu lado
Deixe descansar-me em você
Posso olhar pro seu coração
Sei que assim sente o perfume dos meus cabelos
Pequenininha dos chinelos invertidos
Sei que está me fitar com olhos bravos
Estes mesmos olhos que olham-me com tanto amor
Venceu a grande guerra do dia
Hora de parar por aqui (ou ali)
Então celebremos as sextas-feiras
Uma flor plantada no jardim de Deus
Te trago tão perto de mim (hoje sou eu)
André Henrique Ribeiro Augusto Eu
terça-feira, 1 de fevereiro de 2011
Congo (Dé Thená)
Seu moço preto das solas brancas
Tu és legítimo filho de Deus
Obrigados a bando atravessar o mar
Ainda assim vendiam filhos seus
Foi numa viagem de quinhentas páginas
Fui convidado conhecer o Congo
Capim Elefante, infecções e muitas mortes
Um rio de cólera pra se esbaldar de beber
Senhor! Confesso-lhe em oração
Eles tinham barba e carregam a divina cruz no peito
Eles te diziam tudo àquilo que agora acredito
Morri foi de fome dos filhos meus e Seu
Senhor! Encerro aqui esta breve canção
Agora vejo o mundo daqui do longínquo Congo
África do Sul, país de oportunos europeus
Continente África é invenção de Deus
Segura-a-mente
Dé Thena
Tu és legítimo filho de Deus
Obrigados a bando atravessar o mar
Ainda assim vendiam filhos seus
Foi numa viagem de quinhentas páginas
Fui convidado conhecer o Congo
Capim Elefante, infecções e muitas mortes
Um rio de cólera pra se esbaldar de beber
Senhor! Confesso-lhe em oração
Eles tinham barba e carregam a divina cruz no peito
Eles te diziam tudo àquilo que agora acredito
Morri foi de fome dos filhos meus e Seu
Senhor! Encerro aqui esta breve canção
Agora vejo o mundo daqui do longínquo Congo
África do Sul, país de oportunos europeus
Continente África é invenção de Deus
Segura-a-mente
Dé Thena
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