A papila gustativa PALPITIVA
Gosto de mulher amada
O desejo sensitivo no beijo
Um abraço, um Arpoador
E dizia
Deixa encostar minha pele em tua
Temos toda noite e o brilho da lua
Aqueço-te com meu corpo sujo
E te cubro em revelias falsas e limpas
De noite e de dia
Fazer amor com anjo é pecado?
É pecado fazer amor?
E é tão forte
Que se fazer amor com anjo for pecado, o fiz
Que se for pecado fazer amor, o farei
Dé
terça-feira, 7 de junho de 2011
segunda-feira, 6 de junho de 2011
Guerras. (Dé)
Corra para ver
Iraquianos e Iranianos brincando de bolinhas de gude
Palhaços não são filhos de pai rude
Bolivianos são felizes aqui
Bomba de Hiroshima de chocolate
Tanques de água cristalina
Granadas doces e violetas
Espingardas de arte pura
Da indústria farmacêutica de boa conduta
Do sacerdote pecador e pagão
Dos remédios controlados à venda
Com receitas da indústria farmacêutica
Para por aqui.
Dé
Iraquianos e Iranianos brincando de bolinhas de gude
Palhaços não são filhos de pai rude
Bolivianos são felizes aqui
Bomba de Hiroshima de chocolate
Tanques de água cristalina
Granadas doces e violetas
Espingardas de arte pura
Da indústria farmacêutica de boa conduta
Do sacerdote pecador e pagão
Dos remédios controlados à venda
Com receitas da indústria farmacêutica
Para por aqui.
Dé
domingo, 5 de junho de 2011
Pequena (Dé)
Ensurdecedor
Este teu silêncio
É de andar na corda bamba.
Daria-te um diamante do tamanho da lua
Para fitar o brilho frio dos teus olhos.
Dé
Este teu silêncio
É de andar na corda bamba.
Daria-te um diamante do tamanho da lua
Para fitar o brilho frio dos teus olhos.
Dé
domingo, 29 de maio de 2011
quarta-feira, 25 de maio de 2011
Não sou o que vê. (Dé)
Você
Queria mesmo me dizer
Das folhas mortas em meu jardim
Das flores sem cores
Pois saiba então
As folhas são o sugo da vida
E as flores sem cores
Libertam minha imaginação
Quando me questiona
Sobre os cigarros que fumo
As roupas que uso
E tudo que guarneço de valor
Sou o que não compreende
Sou o que não se vende
Sou tudo aquilo que te falta
Tudo aquilo que um dia teve
Mas você
Com essa mania filha da puta
Como quem diz amém à Deus e ao Diabo
Ficou no purgatório, encima do muro mudo.
Se os muros falassem não seria de todo mal,
Mas imagina se lessem nossos pensamentos.
CUIDADO. rs'
Dé.
Queria mesmo me dizer
Das folhas mortas em meu jardim
Das flores sem cores
Pois saiba então
As folhas são o sugo da vida
E as flores sem cores
Libertam minha imaginação
Quando me questiona
Sobre os cigarros que fumo
As roupas que uso
E tudo que guarneço de valor
Sou o que não compreende
Sou o que não se vende
Sou tudo aquilo que te falta
Tudo aquilo que um dia teve
Mas você
Com essa mania filha da puta
Como quem diz amém à Deus e ao Diabo
Ficou no purgatório, encima do muro mudo.
Se os muros falassem não seria de todo mal,
Mas imagina se lessem nossos pensamentos.
CUIDADO. rs'
Dé.
segunda-feira, 23 de maio de 2011
O Poeta iletrado. Dé
Roubei
(Um beijo)
Matei
(Seu desejo)
Condenaram-me
(À Condessa)
Aprisionaram-me
(Em ventre)
Arruinei
(Guerras)
Atirei
(Rosas)
Perdi
(Um jogo)
Caí
(De sono)
Morri
(De amor)
Chorei
(De rir)
Zoneei
(Meu quarto)
Vagabundei
(Ah, vagabundei...)
Vagabundo
(Não vago)
Vivo
(Vivo)
Dé.
(Um beijo)
Matei
(Seu desejo)
Condenaram-me
(À Condessa)
Aprisionaram-me
(Em ventre)
Arruinei
(Guerras)
Atirei
(Rosas)
Perdi
(Um jogo)
Caí
(De sono)
Morri
(De amor)
Chorei
(De rir)
Zoneei
(Meu quarto)
Vagabundei
(Ah, vagabundei...)
Vagabundo
(Não vago)
Vivo
(Vivo)
Dé.
O Poeta e o Afeganistão (Dé)
Onde estão as borboletas deste solo rachado e sagrado?
Caros amigos! Escrevo-vos do Afeganistão.
És tão bela e tão escondida em si mesma
Tens os traços rabiscados e dissimulados
Guarneces um olhar negro, brilhante e puro
Trazes o medo, a esperança, a fé, o amor
Donde ódio não há.
Por hoje é tudo que sei sobre o Afeganistão.
Dé.
Caros amigos! Escrevo-vos do Afeganistão.
És tão bela e tão escondida em si mesma
Tens os traços rabiscados e dissimulados
Guarneces um olhar negro, brilhante e puro
Trazes o medo, a esperança, a fé, o amor
Donde ódio não há.
Por hoje é tudo que sei sobre o Afeganistão.
Dé.
quarta-feira, 18 de maio de 2011
Arpas (Dé)
O trem partiu
Meu coração
Rumou sem rumo
Da Maria
Fumaça
Do vagão
Fumava
Arriscou um palpite
Furado
O assoalho do maquinista
Findou o dia
Quando nascia
À noite
Fria
Aprontou-se
Livrou-se da cabeceira
Para não ler
Lia por hobby
Dormiu de colo
No meu colo
Sonhou tanto
Que babei
Dé
Meu coração
Rumou sem rumo
Da Maria
Fumaça
Do vagão
Fumava
Arriscou um palpite
Furado
O assoalho do maquinista
Findou o dia
Quando nascia
À noite
Fria
Aprontou-se
Livrou-se da cabeceira
Para não ler
Lia por hobby
Dormiu de colo
No meu colo
Sonhou tanto
Que babei
Dé
segunda-feira, 16 de maio de 2011
Minhas honras são poucos corações. (Dé)
Indicam cessar guerra
O pai espera o filho
Este chão tão frio
Morri na Babilônia
Levei comigo tudo aquilo que não escrevi
Tudo aquilo que prometi somente a mim
Todavia deixei-me em poucos corações
Que batem acelerados como meu velho coturno
Dé
O pai espera o filho
Este chão tão frio
Morri na Babilônia
Levei comigo tudo aquilo que não escrevi
Tudo aquilo que prometi somente a mim
Todavia deixei-me em poucos corações
Que batem acelerados como meu velho coturno
Dé
domingo, 15 de maio de 2011
QUAL É A COR DO AMOR? (CAZUZA - 1989)
LETRA INÉDITA LIBERADA PELA FAMÍLIA:
QUAL É A COR DO AMOR? (CAZUZA - 1989)
Primeiro é o beijo
Quente, procurado
......
A língua procurando a outra
E vendo se a boca combina
Se combina o beijo
Meio caminho andado
Depois é a pele
Se a textura vale
O pelo com pelo
Ou o pelo com o seu pelo
Ou os pelos com meu pelo
Ou o medo
Depois o cheiro
Um procura no outro
O cheiro de colônia ou
O cheiro de prazer
E os dois se embriagam
Ou vão até o banheiro
Depois a cor
O amor tem cor?
Cada amor tem uma cor
Cada beijo tem uma cor
Cor de caramelo doce
Cor de madrugada fria.
QUAL É A COR DO AMOR? (CAZUZA - 1989)
Primeiro é o beijo
Quente, procurado
......
A língua procurando a outra
E vendo se a boca combina
Se combina o beijo
Meio caminho andado
Depois é a pele
Se a textura vale
O pelo com pelo
Ou o pelo com o seu pelo
Ou os pelos com meu pelo
Ou o medo
Depois o cheiro
Um procura no outro
O cheiro de colônia ou
O cheiro de prazer
E os dois se embriagam
Ou vão até o banheiro
Depois a cor
O amor tem cor?
Cada amor tem uma cor
Cada beijo tem uma cor
Cor de caramelo doce
Cor de madrugada fria.
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